Quatro milhões. E agora?

Como muitos já devem saber, ontem aconteceu a, rapidamente mobilizada, “Passeata Ficha Limpa”. Artistas e importantes Políticos cariocas compareceram. Mas e os cidadãos “comuns”?

Contrariando nossas expectativas, tendo em vista os quase 4 milhões de assinaturas – físicas e virtuais – ao projeto, a presença da sociedade civil na passeata foi baixa: contamos com o “apoio presente” de no máximo 250 cidadãos. A NOVE ficou insatisfeita com este baixo contingente, e por isso se empenhará ainda mais em sua 3ª bandeira oficial (a conscientização política da população).

No entanto, seria uma injustiça não dizer que a passeata foi maravilhosa. Todos cantaram juntos, em espírito de muita alegria e união, o hino da Campanha Ficha Limpa que sintetiza a luta do cidadão contra a corrupção eleitoral.

Além disso, a aceitação e a repercussão da passeata foram boas e ela ajudou a legitimar nosso movimento frente à importantes políticos e à mídia!

E falando em Ficha Limpa, há poucas horas o abaixo assinado virtual do projeto atingiu sua meta de 2 milhões de assinaturas! Sendo assim, o apoio popular ao projeto que terá sua urgência (e talvez sua implantação) votada hoje (04/05/2010) terá maior respaldo entre os deputados, na Câmara.

Os próximos passos para aprovação são os seguintes:

Hoje (04/05) será votado o Regime de Urgência. Se este for aprovado (o que é bem provável), vota-se em seguida o Projeto de Lei em sí. Caso o Projeto seja aprovado, ele segue para o Senado (que deve votar na 4ª feira). Se lá for aprovado, segue para sanção presidencial. Se houver alteração do texto, o Projeto volta para a Câmara.

A NOVE sugere que todos mandem emails para seus deputados (através dos emails informados no site do próprio, e não do da câmara) exigindo o voto favorável. Lembrem-se que o voto é aberto, e portanto é possível saber como seu deputado votou!

Esta é a reta final do projeto: vamos torcer para que pelo menos desta vez, o povo saia vitorioso.

ps: Gostaríamos de agradecer muito a Luiza Hartt, o Marcelo Queiroz, o Deputado Indio da Costa (relator do projeto de lei) e todos que se ajudaram para a mobilização de ontem.

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1 comentário

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Uma resposta para “Quatro milhões. E agora?

  1. Bom dia a todos.

    Vi no texto acima, dois pontos que merecem um comentário:
    1 – “Sociedade Civil”.
    Normalmente e por pura lógica, os integrantes da chamada Sociedade Civil, são todos aqueles que não pertencem a Sociedade Militar, é um termo comumente usado, mas que não quer dizer muita coisa, haja visto não termos mais um regime militar e ao mesmo tempo, como qualquer um pode participar desses movimentos cívicos, inclusive os militares, ficaria mais adequado usar somente o termo “Sociedade”.

    2 – Baixa participação
    As grandes manifestações públicas estão sob o comando da esquerda. O último grande movimento cívico com grande participação popular foi a “Marcha com Deus e Para a Família” em 1964 onde milhões de pessoas foram as ruas do país solicitando que houvesse alguma intervenção no governo de Jango, que destruia o país levando-o para o lado comunista. Poucos conhecem esse lado da história, pois foi filtrado pela mídia. Essa manifestação foi patrocinada pela Igreja Católica e Por partidos conservadores. (Se alguém disser que os EUA tem algo com isso, saia correndo… é louco)

    A outra, foi os “Caras Pintadas”, onde todos queriam a saída do presidente Collor por causa de uma Fiat ELBA. Esse foi um movimento amplamente financiado pelos partidos e pela mídia. Todos os custos de transporte e alimentação dos foram bancados por sindicatos e partidos políticos. A mídia fez o trabalho de WashBrain… 50% estavam nas passeatas mais pela bagunça do que por algum sentimento de moralidade, pois se houvesse algum, logo depois, no escândalo dos “Anões do Orçamento”, algo muito mais cabeludo, teriam voltado as ruas com suas tesouras em riste.

    Recentemente tivemos a passeata do Petróleo no centro do Rio.
    Definitivamente, para colocar 500.000 pessoas nas ruas, você precisa de uma participação massiva do interior do estado e nesse caso, todos os prefeitos interessados alugaram centenas de ônibus e bancaram a alimentação de todos que foram ao protesto.
    Mais uma vez tenho comprovada a tese que grandes movimentos precisam de patrocínio e apoio da mídia, seja ela a televisiva ou não, mas lembrem-se… essas pessoas não representam a opinião do povo. Elas são massa de manobra que atingem um objetivo específico. Lembram do exemplo do plebiscito do desarmamento, com grande apoio midiático e com pesquisas indicando a vitória do SIM. O resultado foi um NÃO estrondoso ?

    Seria o mesmo resultado para a questão do Aborto e da Pena de Morte. Os movimentos radicais e os partidos de esquerda são a favor do Aborto e contra a Pena de Morte, nada mais conflitante… pode-se matar uma criança inocente, mas não um vagabundo assassino…

    Reparem que a opiniao popular e completamente inversa. Fica a pergunta:

    Quem essas pessoas representam ?

    RESUMO:
    Não existem grandes manifestações sem patrocínio e as que acontecem nem sempre representam a vontade popular.

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